"De leve...inocente...determinado...despercebido...distraído. E outra vez os arrepios...outra vez as sensações..."

1.6.13

Eu sou do mundo e principalmente do meu mundo habitado pela alegria mesmo que passageira. 
Sou dos atalhos por pressa, sou da ventania por impaciência. 
Sou do mato por natureza. Sou da banalidade pela extrema necessidade de desafogar as culpas.
Sou do afeto que me destinei. Do meu cotidiano. Sou do dia atarefado. Da noite escura. Do infinito do mar.
Sou da ilusão. Das confusas idas e vindas. Da insistência pela história. Sou de acreditar. De me perder nos romances. Sou da saudade dolorida. Das esperas angustiantes.
Sou da minha vasta imaginação. Da sobrevivência. Das tristezas ocasionais. Das perguntas sem respostas. Das respostas sem perguntas.
Sou dos planos sem motivos. Sou de tudo e às vezes do nada. Da fuga por medo. Da razão por obrigação. Da reza por devoção. Da fé por oração.
Sou do que valeu a pena. De momentos eternos. 
Das lembranças. Sou sem vergonha de ser.

Um comentário:

Nádia Santos disse...

Uma linda reflexão de si mesma, uma pessoa consciente de qualidade e defeitos e que graciosamente convive com eles. Uma brisa agora... ou uma torrencial tempestade daqui a instantes. Adorei. Bjus

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