"De leve...inocente...determinado...despercebido...distraído. E outra vez os arrepios...outra vez as sensações..."

9.1.13

Não sabemos nada

Não sabemos nada.
Nunca saberemos se os enganados são os sentidos ou os sentimentos,se viaja o comboio ou a nossa vontade, se as cidades mudam de lugar ou se todas as casas são a mesma.
 Nunca saberemos se quem nos espera é quem nos deve esperar, nem sequer quem temos de aguardar no meio de um cais frio.
Não sabemos nada.
Avançamos às cegas e duvidamos se isto que se parece com a alegria é só o sinal definitivo de que nos voltamos a enganar.

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